quinta-feira, 28 de junho de 2012

DEUS PROVA ABRAÃO



Ao longo da história dos grandes li heróis da fé, sempre houve um fato comum entre eles: a fé provada no seu limite máximo. A verdade é que ninguém é usado por Deus sem antes ter sua fé provada e comprovada.
É como a profissão de médico. Ninguém pode ser considerado apto para exercer a Medicina, sem antes ter sido provado e aprovado nos seus conhecimentos técnicos. Caso contrário, os pacientes correrão risco de vida.

Na obra de Deus não é diferente. A pessoa que se dispõe a servir a Deus tem que estar absolutamente convicta da sua fé, para não correr o risco de ser fracassada e envergonhar o nome do Senhor. E quanto maior é a obra que o Senhor tem para um determinado servo, mais difícil será o teste pelo qual ele terá de passar!
Se o próprio Senhor Jesus foi guiado pelo Espírito Santo ao deserto, para ser tentado por Satanás, a fim de Se tornar apto para consumar a obra de salvação, quanto mais os Seus servos!

E sabendo da dureza da prova que teria de passar, o Senhor negou pão ao Seu corpo por quarenta dias e quarenta noites. Enfraqueceu Seu corpo físico para fortalecer seu corpo espiritual, a fim de vencer.
Abraão, como pai na fé, tinha de servir como exemplo para todos os que quisessem depender de Deus, através da fé. Ele passou por nada menos do que três provas dificílimas. A primeira foi para se separar dos seus parentes e de sua pátria, para ir a uma terra cuja direção era desconhecida.

Na segunda, Deus exigiu sua perseverança para cumprir a promessa da aliança. E ele atendeu a essa exigência por vinte e cinco anos. Finalmente, a última e mais difícil prova viria seis anos mais tarde, aquela que contrariava totalmente o bom senso e a razão: foi a ordem de sacrificar a única semente dele com Sara.
Isaque era o "tudo" de Abraão. Desde seu casamento, Abraão vinha envidando todos os seus esforços por esse filho. Quando deixou sua parentela, a casa de seu pai e seu país, ele havia recebido a promessa de Deus quanto a este filho.

Portanto, por mais de sessenta anos, no mínimo, Abraão vinha aguardando a chegada desse filho.
A sua chegada na família representava o sonho realizado, sua geração futura, o único herdeiro de todos os seus bens... E Deus estava pedindo o que de maior valor ele possuía. Seria isto justo da Sua parte?
É claro que, como Onisciente, Deus conhecia muito bem Abraão e sua qualidade de fé. Sabia da sua reação a este desafio de fé. Então surge a pergunta: se Deus sabia que Abraão iria corresponder, por que então testou sua fé?

Em primeiro lugar, Deus tinha um plano para Abraão. Para fazê-lo pai na fé, ele teria de ser um exemplo de fé, e passar por experiências tais que identificassem a verdadeira fé.
Deus conhecia todo o futuro da humanidade; sabia que esta aplicaria a fé para o bem e para o mal. Também sabia que o diabo iria usar a fé como instrumento de corrupção moral e espiritual. Mas como distinguir a fé pura e verdadeira da fé corrompida e compromissada com a do reino do mal?

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