Como base de apoio de todos os
pecados, a mentira e seus usuários sempre tentam se esconder nas mais profundas trevas.
Território exclusivo de Satanás, as trevas podem esconder o mentiroso, mas com certeza também estará sob
seu domínio e influência.
Daí a razão por que muitas
pessoas, apesar de crerem em Deus, vivem como se Ele nem existisse. É que elas conhecem a
verdade, mas fazem uso da principal ferramenta do inferno como qualquer incrédulo. E mesmo
que suas mentiras não sejam tão grandes, ainda assim, são mentiras. Afinal de contas,
pecado é pecado, independente do seu tamanho.
A Bíblia revela o poder nefasto
da mentira, comparando-a às raposas num vinhedo. Como medida de precaução, os vinhedos
eram protegidos por meio de cercas contra as raposas. Porém, o maior perigo estava justamente
nas raposinhas, especialmente quando o vinhedo estava em flor, pois muitas vezes elas
costumavam penetrar sorrateiramente, através de pequenas fendas nas cercas, e atacavam as
videiras, roendo-lhes as raízes e destruindo toda a vinha.
No livro de Cantares de Salomão,
a esposa, figura da Igreja, pede ao esposo, figura do Senhor
Jesus, o noivo: “Apanhai-me as
raposas, as raposinhas, que devastam os vinhedos, porque as nossas vinhas estão em
flor” (Cantares
2.15).
Eis aí o grande perigo das
“mentirinhas”. A pessoa diz uma aqui, outra acolá, e assim vai pouco a pouco deteriorando seus
princípios espirituais cristãos.
Há cristãos que têm o maior
cuidado em cercar “sua vinha” de tal forma a impedir o acesso das grandes raposas, mas relaxam
com as raposinhas, as mais perigosas.
E é justamente o que tem
acontecido na vida de muitos cristãos: cuidam em não falar “grandes” mentiras, mas fazem uso das
“pequenas” na maior “cara-de-pau”.
E depois reclamam da Igreja, do
pastor e até de Deus, porque não conseguem uma qualidade de vida melhor. Colocam a culpa
de seus fracassos em tudo e em todos, menos em si mesmas!
E como poderiam requerer de Deus
o cumprimento de Suas promessas verdadeiras, se estão sendo cúmplices do pai da
mentira? Suas orações não passam de palavras vazias, sem sentimento nenhum de fé, devido à hipocrisia
espiritual em que vivem.
Não podemos esquecer que a maior
revolta do Senhor Jesus foi justamente contra os hipócritas.
Papai odiava tanto a mentira, que
dizia: “Eu perdôo o ladrão, mas não perdôo um mentiroso”.
Ele simplesmente não tolerava o
mentiroso.
Quem tem parte com a mentira é
conivente com o diabo. O Senhor disse: “Quando ele (o diabo)
profere mentira,
fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira” (João 8.44).
Às vezes, o mentiroso consegue
vantagens por breve tempo; porém, cedo ou tarde, sua mentira
será revelada, e com ela a colheita
dos seus frutos inevitáveis.
Porque assim como o fruto da
verdade é a vida de paz com Deus, o fruto da mentira é a vida atormentada com Satanás.
O mentiroso é aquele que não
apenas mente, mas ainda sustenta a mentira até à sua revelação.
O primeiro passo para a
libertação espiritual é o abandono imediato da mentira. E enquanto o mentiroso
não tomar atitude definitiva contra sua prática, jamais será liberto dos
poderes das trevas!
É como disse o Senhor Jesus: “Conhecereis
a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8.32).
Deus abençoe abundantemente.

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