segunda-feira, 30 de julho de 2012

AS 3 PENEIRAS


Olavo foi transferido de projeto.
> Logo no primeiro dia para fazer média com o novo chefe, saiu-se com esta:
> - Chefe você nem imagina o que me contaram a respeito do Silva. Disseram que ele...
> Nem chegou a terminar a frase, e o chefe aparteou:
> - Espere um pouco Olavo. O que você vai me contar já passou pelo crivo das três peneiras?> - Peneiras? Que peneiras, chefe?

> - A primeira, Olavo, é a da Verdade.
> - Você tem certeza de que este fato é absolutamente verdadeiro?
> - Não. Não tenho, não. Como posso saber? O que sei foi o que me contaram. Mas eu acho que...
> E, novamente, Olavo é interrompido pelo chefe:
> - Então sua história já vazou a primeira peneira.
> Vamos então para a segunda peneira que é a da Bondade.

> O que você vai me contar, gostaria que os outros também dissessem a seu respeito?
> -Claro que não! Deus me livre, chefe! - Diz Olavo, assustado.
> - Então, - continua o chefe - sua história vazou a segunda peneira.
> Vamos ver a terceira peneira, que é a da Necessidade.

> Você acha mesmo necessário me contar esse fato ou mesmo passa-lo adiante?
> - Não chefe. Pensando desta forma, vi que não sobrou nada do que eu iria contar – fala Olavo, surpreendido.
> - Pois é Olavo! Já pensou como as pessoas seriam mais felizes se todos usassem essas peneiras ? - diz o chefe sorrindo e continua:
> - Da próxima vez em que surgir um boato por aí, submeta-o ao crivo das três peneiras:
>
> Verdade - Bondade - Necessidade
>
> Antes de obedecer ao impulso de passa-lo adiante, por que:
>
> Pessoas inteligentes falam sobre ideais
> Pessoas comuns falam sobre coisas
> Pessoas mesquinhas falam sobre pessoas.

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